Jornalirismo

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A ascensão econômica e cultural da população da periferia, comprovada em pesquisas de institutos como o IBGE e a FGV, abre possibilidades promissoras para empresas interessadas em dialogar e se relacionar com esse novo público.

Ao mesmo tempo, beneficiados pela melhoria econômica e pelo barateamento da tecnologia, empreendedores periféricos (empresários/comerciantes de bairro, músicos, escritores, estilistas) tomam a iniciativa e criam, com recursos próprios, produtos e serviços que atendem aos anseios tangíveis e intangíveis de sua comunidade. Muitos deles conseguem ainda romper o gueto e se transformam em objeto de desejo de todos: o novo ritmo, a nova poesia, a nova roupa.

Para conhecer essa realidade emergente e aprender a dialogar com a nova periferia, o Jornalirismo e o Senac São Paulo realizam no próximo dia 24 de março, a partir das 19h, o Seminário Jornalirismo “Periferia da Comunicação”.

Reunimos grandes nomes da comunicação popular para dialogar com você:

Lúcia Castro, editora-geral do jornal popular “Super Notícia”, que é o maior fenômeno editorial do Brasil, com crescimento de 27% em 2008.

Flávio Lenz, responsável pela comunicação e marketing da grife de roupas de prostitutas Daspu, sensação da moda no Brasil, reconhecida até no exterior.

E Fernand Alphen, chefe do Planejamento de uma das maiores agências de propaganda do Brasil, a F/Nazca, de contas como a da cerveja Skol.

Entre os objetivos principais do Seminário Jornalirismo “Periferia da Comunicação”, está:

– Analisar o conteúdo da comunicação publicitária e jornalística dirigida à população da periferia (que é, na verdade, a ampla maioria da população brasileira).

– Propor abordagens diferentes na comunicação e relacionamento com esse público.

– Analisar modelos de negócio de sucesso nascidos na periferia.

– Conhecer os sonhos e desejos desse novo consumidor/leitor/cidadão.

O Seminário Jornalirismo “Periferia da Comunicação”, dia 24 de março, será realizado das 19h às 22h30 no auditório do Senac Lapa Scipião: rua Scipião, 67, Lapa, zona oeste de São Paulo (esquina com a rua Guaicurus, ao lado da Estação Ciência e da estação de trem da Lapa).

As inscrições custam R$ 50,00 (profissionais), R$ 25,00 (estudantes) e R$ 15,00 (estudantes Senac) e podem ser feitas pelo telefone (11) 4828 4280 ou pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .


Saiba mais sobre os palestrantes:

SUPER NOTÍCIA – A jornalista Lúcia Castro é, há três anos, a editora-geral do Grupo O TEMPO, de Belo Horizonte. Sob sua responsabilidade, está a publicação de cinco títulos: os diários “O TEMPO” e “Super Notícia” e os semanários “Pampulha”, “O TEMPO Betim” e “O TEMPO Contagem”. Também responde pelo portal de notícias na Internet, OTEMPOONLINE. Lúcia Castro é formada em Comunicação Social pela UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora), com mestrado em Jornalismo Científico pelo IMEs (Instituto Metodista de Ensino Superior). A jornalista vai contar os segredos do “Super Notícia”, o jornal popular que mais cresce no Brasil (aumento de 27% na circulação em 2008, contra média nacional de 5%). Em números absolutos, segundo o IVC (Instituto Verificador de Circulação), são vendidos em média mais de 300 mil exemplares diários do “Super Notícia”, ficando atrás, apenas, do jornal “Folha de S.Paulo”. É um fenômeno, por R$ 0,25.

DASPU – O jornalista, escritor e dramaturgo Flávio Lenz é, desde 1992, o responsável pela Comunicação da ONG de prostitutas Davida, que é a criadora e organizadora da grife de roupas Daspu. Edita o jornal impresso e virtual “Beijo da rua” e é autor da peça “Cabaré Davida” e da fotonovela “Mulher da vida”, ambas sobre prostituição e direitos humanos, e do livro “Daspu – a moda sem vergonha” (Editora Aeroplano, 2008), que narra o nascimento da Daspu. Flávio trabalhou em “O Globo” e no “Jornal do Brasil” e foi correspondente da agência de notícias NPL, publicando artigos em jornais de língua alemã na Áustria, Suíça, Luxemburgo e Alemanha. Flávio vai contar como a Daspu conseguiu, com criatividade e ousadia, driblar o preconceito e se tornar uma marca desejada e reconhecida até no exterior. Um caso de marketing de sucesso absoluto, com o mote “Moda para mudar”.

F/NAZCA – O publicitário Fernand Alphen é diretor nacional de Planejamento da agência de propaganda F/Nazca Saatchi&Saatchi, que atende clientes como a cerveja Skol, a ONG AfroReggae, a operadora de telefonia Claro e a empresa de produtos esportivos Nike. Pós-graduado em Marketing pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), cursou Administração de Empresas também na FGV e História na USP (Universidade de São Paulo). Nos seus 15 anos de profissão, atuou no Grupo Bunge, Yes Design e Rapp Collins Worldwide. Fernand está na F/Nazca desde 1998, cuidando do planejamento estratégico de comunicação dos clientes da agência, isto é, analisando as mudanças da sociedade brasileira, encontrando percepções inovadoras sobre o consumidor e transformando-as em oportunidades de negócio e relacionamento. Fernand vai falar das mudanças do novo consumidor das classes C e D e de fenômenos de público e vendas, como a Banda Calypso.


O quê: Seminário Jornalirismo “Periferia da Comunicação”. Com Lúcia Castro, Flávio Lenz e Fernand Alphen
Quando: dia 24 de março, das 19h às 22h30
Onde: auditório do Senac Lapa Scipião: rua Scipião, 67, Lapa, zona oeste da capital paulista (esquina com a rua Guaicurus, ao lado da Estação Ciência e da estação de trem da Lapa)
Quanto: R$ 50,00 (profissionais), R$ 25,00 (estudantes) e R$ 15,00 (estudantes Senac)
Inscrições: (11) 4828 4280 ou Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Realização:
Jornalirismo e Senac São Paulo

Apoio:
Eventar, Maxpress, Teatrix e Tesla

Assessoria de Imprensa:
JAC Comunicação

Tecnologia:
Permission

 

Comentários
JORNAIS POPULARES, A SALVAÇÃO DOS EMPRESÁRIOS
GILBERTO GONÇALVES | 17/03/2009 |  
A colega Lúcia Castro não vai poder contar segredo nenhum além do que todo
mundo já sabe sobre os populares como o Super Notícia pelo qual é editora
responsável. São todos iguaizinhos! Tanto em BH, como em Sampa ou em
Campinas/SP onde a RAC-Rede Anhanguera de Comunicação lançou o Notícias JÁ
(tratado apenas por Já apesar do título existir faz tempo no RS) estas
"COISAS" se propagam mesmo como praga nas regiões mais pobres.
O mote
é polícia, fofoca, futebol e mulher pelada. Jornalismo rasteiro, pior que
marrom pois não tem outro objetivo que não estufar um pouco mais os cofres dos
empresários do setor.
Não tem segredo nenhum! É sempre a mesma história.
Seminário que merece reprise
Bruna Gonçales | 25/03/2009 |  
Infelizmente, não pude estar presente no Seminário de ontem. Uma pena. Imagino
que tenha sido um debate interessante, motivado pelo ímpeto de tornar os meios
de comunicação com o público periférico menos apelativos e mais instrutivos.

Jornalismo de pobre não é diferente de jornalismo de rico. Já somos falhos
na imparcialidade, não pecamos na abordagem.


Merece reprise!
Jornal democrático
Jackson de Andrade | 05/04/2009
A democracia é boa, mas enche o saco ter de ouvir comentários elitistas acerca
de um produto que tanto agrada a polulação de Minas, que é o jornal Super.
Ele está em cada esquina da capital e se espalha pela periferia metropolitana e
o interior do Estado. Quem gosta de "jornalismo intelectualizado" vai
ler outro jornal, mas não tire o direito das pessoas mais simples de terem
espaço na sociedade. Ler jornal não é só pra "gente letrada" não.
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