Fui contratado pela empresa britânica The Jewel Events (veja o site aqui) para fazer a cobertura do rali “The Jewel that is Jordan IV”, através das estradas e paragens da Jordânia, de 14 a 27 de outubro de 2008.
A The Jewel Events é dirigida pelo investidor britânico Jonathon Lyons, um milionário apaixonado por automóveis antigos. A empresa organiza ralis de autos clássicos pelo mundo. Já realizou um na China, dois na Europa e, com o de agora, quatro na Jordânia.
Os participantes são basicamente milionários que amam os clássicos sobre rodas: Bentley, Rolls-Royce, Jaguar, Mercedes-Benz, Ferrari, Porsche. Alguns possuem apenas um desses autos, outros ostentam uma coleção completa. Ouvi falar de um cara que tem 100 Bentleys, já imaginou o tamanho da garagem – e da conta dele?
Do quarto rali na Jordânia, o “The Jewel that is Jordan IV”, participaram basicamente Bentleys, dos anos de 1924 a 2008.
Os veículos foram enviados em contêineres até Aqaba, no sul do país. De lá iniciamos a viagem rumo ao norte.
A Jordânia é o país árabe mais amigo dos países anglófonos, principalmente dos Estados Unidos; então, por lá, é tudo escrito em árabe e em inglês. Faz fronteira, ao sul, com o Egito; a oeste, com Israel; a leste, com a Arábia Saudita; e ao norte, com o Líbano, a Síria e o Iraque.
O povo jordaniano é extremamente pobre e simples; entretanto muito educado e receptivo.
Embora estivéssemos circulando em automóveis superchiques, todos adoravam ver, nos acenavam e cumprimentavam alegremente.
A Jordânia detém, hoje, uma das sete novas maravilhas do mundo: as ruínas da cidade de Petra, que, sem dúvida, impressionam. Uma região montanhosa, com arquitetura esculpida nas rochas, datada de 400 anos antes de Cristo. Mas só descoberta pelos ocidentais em 1812, com o suíço Johann Ludwig Burckhardt.
Petra – que em grego significa pedra, origem do nome – realmente encanta.
A Jordânia é extremamente árida, formada de montanhas de pedra e muita areia.
A malha viária está em perfeitas condições, com estradas ótimas para os bólidos correrem.
Toda a viagem se fez em comboio escoltado pela polícia. Creio que a única necessidade disso foi a de nos proteger da própria polícia – e nos dar livre acesso.
De tempos em tempos, passávamos por pontos de fiscalização que, com a ajuda da polícia turística, atravessávamos sem nos demorar.
Muita vezes os “velhos” automóveis acenavam para a polícia da escolta muito acima do limite de velocidade.
Minha função foi a de ser praticamente um paparazzo desta turma, pegando carona em seus automóveis e retratando tudo.
Alguns dos participantes chegam a participar de cinco ralis desse tipo por ano. Deve ser tão difícil a vida deles...
O resultado da viagem através da Jordânia, perto de onde hoje se travam, mais uma vez, combates de morte, em Gaza, está nas imagens a seguir.
Espero que você goste de “Jordânia”, o ensaio. Existe leveza, harmonia e alegria no Oriente Médio, eu vi.








































Ótimas fotos!
Tiago Lucci
| 13/01/2009
Fotos maravilhosas. Parabéns ao excelente trabalho de Marcos Pacheco.
Juliana Bechara
| 13/01/2009
Simplesmente um espetáculo de imagens!! Parabéns Marcos Pacheco!
Kitones
| 13/01/2009
Belíssimas fotos! Que lugar!!!
Tatiana Tavares
| 13/01/2009
Gostaria de parabenizar não só o trabalho artístico de Marcos Pacheco, comotambém a sensibilidade que ele teve como ser humano ao realiza-lo. Que suas
lentes continuem mostrando o mundo dessa forma!!!!
Ana Claudia
| 13/01/2009
Marcos, Parabéns pelo lindo trabalho !!!!Emocionamte !!!
Paulo E. Marques
| 13/01/2009
Fotos incríveis,lugar inusitado...Excelente trabalho!!! GrandePacheco...parabéns!
Paradoxo no Oriente Médio
Luis Tadeu C. Santos
| 13/01/2009
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Parabéns ao Pacheco pelas magníficas fotos, e parabéns ao Jornalirismo porabrir espaço para mais essa discrepância mundial: as imagens lindas captadas
pelas lentes do Pacheco registrando a beleza e a alegria de um povo, e esse
paradoxo acontecendo ali ao lado, na faixa de Gaza.
Parabéns!
Maria Eduarda Zoppi
| 14/01/2009
Que coisa mais linda!!!!Parabéns, Marcos!!
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