Parece que estamos à espera do amor full time. Amor sob demanda.
Amor pelo trabalho, pela vida, por alguém, alguma coisa; amor pelo dinheiro e pelo consumo de algum outro amor.
Amar por amar buscando o sentido de alguma coisa que não sabemos. Amamos o abstrato e sentimos aquela saudade de doer! E dizem que saudade só tem no Brasil. É Produto Interno Bruto. No máximo, também português, pá.
O amor é inda hoje a melhor moeda e apelo que se pode imiscuir em qualquer negócio ou em qualquer discurso. Inspira, força o movimento dos homens na busca do improviso, rumo a opções boas ou más, lúcidas ou equivocadas.
Amar é uma tendência. Movimenta o mercado.
Veja as propagandas, os livros de autoajuda, as estampas no papel de carta, discursos religiosos e as pautas intermináveis dos programas de tevê. Amor é música.
No fim, o amor justifica qualquer atitude.
Amor de prateleira, xampu, camiseta, desodorante ou chiclete. Bombons sempre tapam o buraco da culpa. É pior que cárie.
“Ama o próximo como a ti mesmo.” Raro é ver até o mais convicto dos cristãos seguir este preceito.
Na batida do coração do mercado, a sociedade, que tende à ordem e ao progresso do capital, impõe que sejamos competitivos, que eu suspeite de você, o “próximo”, que enxergue em você um concorrente, uma ameaça em potencial.
Teoricamente, o amor viria para mostrar a nós como equilibrar a alma, como lidar com a ida ao outro (alter) sem se alterar demais, a ponto de perder a identidade.
O fato é a confusão que causa o amor.
Amor é posse, ciúme, um benquerer suspeito que exalte o viver pelo outro, renunciado à própria existência, mesmo que temporária. Amar é depender.
O poeta espanhol António Machado já disse que um pouco de exagero faz bem às palavras de amor.
Probabilidades.
A certeza é o maior desejo do amor, que se completa com a textura de confusão.
Cores, sim, o amor é colorido. A amizade, também.
Eu diria que a confusão é o princípio da certeza. E se não for, desculpe-me.
Talvez o amor seja o sertão, a razão e o diabo de cada um.












Texto: Esther Gonçalves
Fotos: Carol Andrewsk
Edição: Luiz Becherini
Ator: Renan Correa
Só mesmo um louco para
amar, né?...rs...
O problema é que todos somos loucos e vivemos de
corações partidos e corpos dilacerados.
Porreta!
fotografia...Parabens a Todos!!Gostei
para as fotos são muito cruéis né....rsrsrs
Sobre o texto....
O amor é
indescritivel, mas adorei a ilustração que fez.... amar não é apenas um
sentimento é muito complexo...
Nós só vamos viver um grande amor, quando
enxergar que grandes amores não existem mais... o mundo esta mudernooo e os
sentimento tb... os valores mudaram, mas o diacho do amor todo mundo ainda quer
do velho jeito rsrsrs
Beijoss e sempre me orgulho de ti!
queridos.....Beijocas e saudades
