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Alguns poucos anos atrás, se você ouvisse alguém dizer que pegou um vírus, instintivamente responderia algo como: "Nossa... já foi ao médico?". Hoje, provavelmente, a resposta seria algo do tipo: "Já passou o Norton?". Quase todo mundo hoje, até quem nunca foi muito chegado a computador, sabe o que é um vírus eletrônico. Se você, por um acaso, estava vivendo em Vênus e, por isso, ainda não sabe, a definição é bem simples: o vírus é normalmente um programa pequeno, que geralmente não faz nada de útil, pelo contrário, dificulta a vida dos pobres usuários de informática... apagando dados, congestionando a rede ou enviando e-mails para se replicar.
Quem perderia seu tempo criando tais coisas, você pode estar se perguntando. Normalmente são crackers que gostam de testar o seu conhecimento de programação, competindo com outros criadores de vírus. Podem também ser cyberterroristas, visando algum dano específico a computadores de alguma entidade ou mesmo país. Existe até mesmo uma lenda urbana, de que as próprias companhias de antivírus contratam pessoas para desenvolver essas pragas, mas isso é apenas um boato infundado.
De fato, o vírus se tornou algo tão comum que pode ser visto aos montes nos filmes de Hollywood. Exemplo: quem derrotou a nave-mãe alienígena no filme Independence Day? Um vírus. Alguns nomes de vírus famosos: Michelangelo, Blaster, MyDoom. A grande maioria dessas pragas infecta sistemas Windows. Aliás, apenas cerca de 5% dos vírus infectam sistemas do tipo Unix (Linux, Mac OS X etc.).
Mas isso é assunto de outra discussão. O meu objetivo nesse artigo é deixar um recado para você: na próxima vez que alguém lhe disser que pelo fato de não mexer com informática (provavelmente mais um Venusiano) nunca irá se preocupar com vírus, mande-o rever seus conceitos. A incidência de vírus em mídias diferentes de computadores (leia-se celular) aumentou em mais de 3.000% só de 2006 para 2007. E a tendência é aumentar ainda mais. E creio que celular é um aparelho que provavelmente o seu conhecido, avesso a computadores, possui.
Peraí, o que exatamente um vírus para celular faz? Por enquanto não muitas coisas. Normalmente apaga seus contatos ou descarrega sua bateria em poucos minutos (o que leva muitas vezes à inutilização do celular). Mas, a cada dia, pragas com novas funções estão surgindo. A novidade é a comunicação via SMS (Short Messages). Assim como os vírus de computador se utilizam do e-mail para se propagar, os de celular podem se utilizar das famosas mensagens multimídias. Ou mesmo de recursos como BlueTooth. Claro, sempre com assuntos que vão atiçar a curiosidade do usuário, mensagens românticas e coisas do tipo.
Isso leva a uma situação interessante. Imagine receber uma mensagem no celular às duas horas da manhã, dizendo que alguém te ama, que o fim de semana foi inesquecível e anexando um arquivo de supostas fotos tiradas. Me diga: mesmo sendo um possível vírus, como o Venusiano irá explicar isso para sua querida esposa?
