Jornalirismo

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O pobre e o classe média, o eterno iludido com o carro bacana, suam a camisa ao exercitar o básico direito de ir e vir. O sistema de transporte é a vida pulsante e explícita, mas também é choque e sufoco. 

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No bar da periferia, a polícia entrou sem pedir licença, aterrorizou seus frequentadores, bateu na cara de muito trabalhador e saiu ameaçando, outra vez. Ô, Seu Marcos Willians Herbas Camacho, diz pra eles que a gente é de bem.

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Bar do Zé Batidão, local que abriga o Sarau da Cooperifa, na periferia de São Paulo, aceita cartão, oferece iguaria, vende Bohemia, gera comércio na porta e até funciona como salão de festas da comunidade. A periferia que dá certo.

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Lá vai a moça, como corre! Canso só de olhar. Ela acreditou mesmo que a vida é competição. Ninguém será capaz de alcançá-la. Mas se quiser um jantar gostoso no mundo real, do tipo "você me abre seus braços, e a gente faz um país", com amor e carinho, passa lá em casa.

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“Avenida Brasília Formosa” acompanha o dia a dia de uma comunidade que se esbarra todos os dias na avenida. Cada um tem seu sonho, sua busca, apesar da pobreza. O documentário é de Gabriel Mascaro, da série DOCTV.

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A Roraimeira, movimento cultural em Roraima, foi um dos responsáveis por este sentimento que faz a diferença: a autoestima. Aqueles artistas botaram a beleza natural na canção e, por isso, toda aquela gente hoje sorri, orgulhosa. É filme da série DOCTV.

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Na base da pesquisa científica de ponta, em lugares como a Amazônia, quem recebe os méritos pelo trabalho? Os cientistas? O documentário “Filhos do Jaú” mostra que, sem o auxílio da população ribeirinha, aquela descoberta não teria acontecido.

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Sílvio Valentin Liorbano medita sobre as escolas públicas enquanto rodopia pela quadra de uma outra escola. Nessa, todos cantam e dançam em uníssono e movimentam-se harmoniosamente, num sonho coletivo. O que uma escola pode ensinar à outra?

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Era preciso agredir o sistema, desengasgar o grito de liberdade impedido pela censura militar, ao longo de muitos anos. Era preciso colorir o mundo, beijar na boca e ser feliz. Foram loucos, esses anos oitenta. Saudade que a gente mata um pouco aqui.

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Parado no ponto, pés fincados no chão, o mundo passa em frente, o mundo para e volta a passar. A longa espera parece um não-viver. No meio do vazio da fome, o que resta é uma tapioca desgraçada e muita imaginação para distrair a mente.

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O sofrimento já fez sangrar demais, e não é possível antever o fim da luta. O coração vai meio pedra por causa de tanta dureza que a vida trouxe. É com fibra e coragem que se cura a ferida e se enfrenta o algoz. Não há alternativa a não ser conquistar o justo.

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