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Juntamos os amigos, os parentes e os irmãos-de-fé e “batemos”, num dia de sol quente, a nossa nova laje, que orgulhosamente apresentamos a você. A casa térrea do Jornalirismo agora é um sobrado. Dá pra receber melhor você. Pode entrar, a laje, a casa é sua, não precisa bater.
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Nosso repórter em férias agora está no Peru. Fernando Gallo vestiu uma camiseta amarela e foi a Machu Picchu. Experimentou a popularidade em pleno santuário inca. Quem viaja de coração aberto faz muitos amigos. O mochileiro tem agora a seu lado três argentinas. Ele gastou a sola do tênis e se divertiu às pencas em Cusco. Adelante!
Fernando Gallo, o repórter-mochileiro, permanece em La Paz. Sobe e desce as ladeiras da capital sedento por una cerveza. A seu lado, vai Jesus. Jesus, o lituano! Quando cai a noite, eles resolvem experimentar a carne de lhama e conhecer uma peña folkorica. Dança, Gallo! Gallo, dança! Confira o terceiro relato dessa viagem pela América do Sul. As garrafas vão secar.
A jornalista Keli Vasconcelos comenta a nova reforma ortográfica da língua portuguesa. E recorda de que as mudanças, já valendo, não chegam ao xis da questão: a estrutura de ensino nas escolas. Há ainda milhares de professores muito mal pagos e milhões de crianças estudando em condições precárias.
João Daniel Donadeli rodopia pelo salão. Baila, Juan, baila! O espírito tanguero atravessa el corazón. O amor sempre acabará em tragédia? Que será de mim e ti, mi pareja? Poderemos vivir y morir no mesmo compasso, até o último acorde? Nosso crítico viu Café dos Maestros, o filme. “Por una cabeza...”
No segundo capítulo da viagem pela América do Sul, Fernando Gallo caminha por La Paz, a capital mais alta do mundo. Como falta o ar, ele faz uma pausa para recuperar o fôlego e logo retoma o passo entre as cholas e os gringos. Depois, pega uma van para conhecer o Chacaltaya e o Valle de la Luna. O motorista é novato, assusta, mas as montanhas dos Andes valem a nova aventura na estrada.
Fernando Gallo pôs o coração para fora do peito, a mochila nas costas e foi conhecer nossos vizinhos da América do Sul, tão próximos e tão distantes de nós. Aqui você vai acompanhar uma espécie de diário. A viagem de nosso repórter em férias começa pelas estradas sinuosas da Bolívia. O ônibus está lotado, o precipício, próximo, e o coração, aflito.
Neste começo de 2009, o Jornalirismo gostaria de compartilhar com você uma inquietação: afinal, o que realmente importa? Do que, de verdade, precisamos para viver? Porque, às vezes, a gente vive uma vida inteira sem se perguntar para quê, para quem, por quê. Sem se dar conta da verdade mais íntima e coletiva que cada um tem. Guerra, crise econômica e até a chuva nos convidam a uma revisão.
Até quando morreremos em Gaza? Quando, finalmente, entraremos todos, em paz e segurança, na faixa do gozo? Sérgio Vaz e companheiros de luta têm armado crianças e jovens com livros, e eles estão disparando poesia. Gaza, e não gozo, interessará mesmo a quem?
Você esteve com a gente o ano de 2008 inteirinho, dando força, acreditando no sonho de uma nova comunicação, mais solidária e generosa. A gente gostaria de dizer: muito obrigado! Todas as nossas conquistas, que foram tão numerosas, trazem também a sua marca, o seu jeito, o seu brilho. O Jornalirismo é um sonho que se sonha junto: é realidade.
Guilherme Azevedo abriu o cadeado e destravou a fechadura tetra da porta de casa e do coração. Seguiu pela rua. Pegou o trem, olhou pela janela, olhou para os homens, mulheres e crianças que viajavam ao seu lado, à sua frente. Atravessou a cidade comprida. Ao entrar na favela, disse quem era, sorrindo. Não foi sem surpresa que descobriu a si mesmo vivendo ali. Um repórter encontra os espelhos para si e para o mundo.
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