Nada mais me surpreende
Quando de repente
Penso nas mulheres grávidas.
Nas crianças inocentes e desamparadas.
Nos jovens de futuro.
E os homens donos do mundo
Viajando de nação em nação
Cortando o céu
Entre nuvens cheias e carregadas
Em busca da liberdade ou da desigualdade.
E que culpa tem a humanidade?
Se o poder entra em ação
Com a tal de globalização.
Eis que surge um pássaro
Enorme, cego e bruto!
Induzido por homens estúpidos.
As pessoas nos seus aconchegos
De casa ou do trabalho
Dos seus cafés da manhã
Das suas responsabilidades
Com seus deveres e afazeres.
Sem saber que os pássaros voam
E destroem as esperanças
Os dias de alianças.
Das pessoas que passeiam
Nas ruas e avenidas
Que descansam nas praças e monumentos.
Olhando para o céu na esperança
De observar os verdadeiros pássaros.
Pássaros da natureza.
Que voam com o destino de uma certeza:
Provar para os cidadãos
Que só querem paz nos corações.
Não como pássaros
Dominados pela ignorância.
Como infames.
Que penetram em um corpo
Atingindo-o e levando-o ao chão
Sem ao menos pensar
No próximo como irmão.
Fazendo esquecer que existe o perdão.
Pássaros da natureza voltarão a voar
Pairando sobre a terra da liberdade
Ou na terra da fé e da religião
Como em todo o planeta
Mostrando que ainda há união.
Pousaram os pássaros
Sobre as vidas que foram amadas
E que agora esmagadas
Serão homenageadas e sempre lembradas
Por partirem sem ter o direito de se defender
O direito de saber
O porquê de tanta ganância
Que se esconde no individualismo
Dos homens elegantes
Que regem o capitalismo
Sempre com otimismo.
Saber quem é, e o que é a potência.
Um grupo de minoritários
Politicamente otários
Ou o mundo está ao contrário.
cultural, de boa qualidade, adorei, aqui , além de ler o Poeta, pude apreciar
outras matérias, meus cumprimentos, a você e todos desta belíssimo
espaço,
com admiração,
Efigênia Coutinho
Presidente Fundadora
Academia
Virtual Sala de Poetas e Escritores
www.avspe.eti.br/
