Poéticas
elas caminham por metros
até o poço cético
e, lá, encontram apenas
a própria face cadavérica
a carne seca e a bruta pele
São semideusas do agreste
as semideusas secretas
Perplexas
não se dão à entrega
enlaçam cavalos selvagens
retornam nas selas
e cavalgando, amazonas completas,
quebram com suas próprias celas
São semideusas discretas
as semideusas homéricas
Então, bromélias,
retornam mais frescas e belas
resignadas e sem pressa
combatem seus vértices
refazem a métrica
e convocam a primavera
São elas
as semideusas perpétuas
as semideusas Perséfones
Sem nenhuma possibilidade de erro, esse deve ser seu
auto retrato.
Lindo teu poema...
Continue escrevendo para nosso
deleite.
Beijos,
Fiquei muito contente com suas palavras, e acredito que, de
uma forma ou de outra, todos os meus poemas são o meu auto retrato.
hehehe
Obrigada.
Beijos,
Letícia.
