Jornalirismo

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Poéticas
elas caminham por metros
até o poço cético
e, lá, encontram apenas
a própria face cadavérica
a carne seca e a bruta pele

São semideusas do agreste
as semideusas secretas

Perplexas
não se dão à entrega
enlaçam cavalos selvagens
retornam nas selas
e cavalgando, amazonas completas,
quebram com suas próprias celas

São semideusas discretas
as semideusas homéricas

Então, bromélias,
retornam mais frescas e belas
resignadas e sem pressa
combatem seus vértices
refazem a métrica
e convocam a primavera

São elas
as semideusas perpétuas
as semideusas Perséfones

Comentários
Cumprimentos
MÁRCIA GONÇALVES | 28/10/2009
Cara letícia Mendonça,

Sem nenhuma possibilidade de erro, esse deve ser seu
auto retrato.

Lindo teu poema...

Continue escrevendo para nosso
deleite.

Beijos,
Letícia Mendonça | 09/11/2009 |  
Olá Márcia...

Fiquei muito contente com suas palavras, e acredito que, de
uma forma ou de outra, todos os meus poemas são o meu auto retrato.
hehehe

Obrigada.
Beijos,
Letícia.
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