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Germano Gonçalves sonha com um céu de pássaros. Acredita no canto mavioso do rouxinol. Cantando sobre o pé que dá fruta a mim e a você. Mas ouve esse estrondo no alto, esse pássaro de aço que voa, que defeca em nossas cabeças bombas de desilusão. Quero meu ninho com você.
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Se você é dessas pessoas, como eu, com aquela habitual e aflitiva dificuldade de tomar decisões, sinta-se em casa, tire o sapato, bota o chinelo, senta aqui nessa poltrona indecisa para ler. Não hesite.
Ela fica calada e observa. Ela acompanha, ela vê, ela sabe sobre nós. Desengonçada, ela está por todos os lados. Ela não sai da minha retina. Você vem, você fica, você vai. Você a deixa para trás, mas você, sem ela, não sei quem é.
Admilson Veloso conta a história de Patrícia. Ela trabalha na noite, comercializando o corpo. Hoje conheceu alguns homens, nenhum interessante. Será capaz o gozo de preencher o vazio do coração murcho qual balão depois de São João?
Você está convidado a viajar pelas Marginais de São Paulo, orgulho da civilização. Seu piloto é o coração-caminhão do escritor Luiz Filho. Opa, leitor, olha a capivara, olha a vida pela janela, olha a moça quase banguela. Tira o cinto dos olhos pra ver!
O município de Santos, SP, lança a tarrafa sobre a literatura de 3 a 7 de setembro, no histórico Teatro Guarany. A primeira Tarrafa Literária reunirá, entre outros, destaques da literatura nacional e internacional, como Milton Hatoum e Tim Winton.
Na capela do cemitério reservada para o velório, um homem segura uma coroa de flores em homenagem ao finado. E espera a chegada de alguém que queira se despedir. O conto é de Marcelo Conde.
“Solto a voz nas estradas / já não quero parar... / Vou seguindo pela vida / me esquecendo de você / eu não quero mais a morte / tenho muito que viver / vou querer amar de novo / e se não der não vou sofrer...”
Letícia Mendonça faz uma tabelinha com Vinicius de Moraes. Ela colhe as flores nascidas da dor como fez um dia o poetinha com “Rosa de Hiroshima”, poema filho das bombas atômicas lançadas contra o Japão ao fim da Segunda Guerra Mundial.
O escritor Germano Gonçalves homenageia o policial morto, seu irmão. Porque jamais abandonou a honestidade, será sempre lembrado com saudade. Quem exerce com amor a profissão tem lugar no meu, no seu coração.
Aqui temos Sérgio Vaz. O lirismo jorra do poço fundo da melancolia, o poema nasce no atoleiro do lamento. Mas repare que a frustração não paralisa. A tristeza borbulha e faz brotar as palavras que voam como pedradas certeiras.
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