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O que as letras garrafais escondem? Quantas verdades estão omitidas naquela pretensa síntese dos fatos? Onde está a realidade e onde está a ficção? Admilson Veloso, repórter de Belo Horizonte, tem algumas pistas.
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Chegou tua hora, machista canalha! É você mesmo, que não vale nada, você que só quer sexo, que sempre trai e despreza os sentimentos das mulheres. Quero ver você bancar o macho agora.
A família daquela mulher é maior do que imaginamos. No refeitório da escola, as pessoas formam longas filas para saborear os pratos que ela prepara. Nas receitas, não há economia de carinho e generosidade.
Ei, menina, teu vestido é lindo como você. Gosto de você e de te ver vestida assim. Esse vento me trouxe porque você brilha e atrai. Você, moça, girando, dançando nessa casa, faz o mundo andar e sorrir.
Sou um covarde sem escrúpulos. Ao ver o sorriso estampado e os olhos de jabuticaba do menino marejados, uma dor aguda toma conta de mim, como se uma faca rompesse meus órgãos e uma força puxasse pela minha boca meu coração de pedra.
Paixão ardente, excitação, destruição. Altos e baixos, uma roda-viva sem fim. Ele quer paz, um pouco de paz, liberdade, distância, ele vai embora. Não! O que ele quer? Quer voltar, vai voltar? Precisa dela, não suporta a ausência. Onde ela está?
Esse negócio de pensar que o homem tem é complicado. Pega de um jeito que leva o camarada com a vida mais banal a imaginar que possui opinião própria. Bom, vai lá, meu filho, desembucha e diz aí o que está te encasquetando.
A que distância estamos da insanidade? O homem vê e não reconhece. O homem observa e desconfia e formula 1001 histórias para ludibriar o sultão, à Sherazade. Quem se arma para destruir o castelo inexistente? O homem soluça diante do problema por ele inventado.
A megalópole sufoca. Pressiona, enlouquece, arrebenta qualquer um. É a megalópole ou é o mundo? É a vida, são os perigos de viver. Sem espaço, sem tempo, sem reflexão, sem contemplação. Lá no sertão, Riobaldo já sabia.
Só pode ser chamado de gênio quem vive longe de holofotes e bajuladores. Se é assim, como conhecer o pensamento anônimo da genialidade? Existe solução para o dilema? Atenção! O gênio vai falar.
Hoje eu não vou. Não vou porque não conseguiria controlar meus atos, não mediria as consequências. Hoje, não! O saco encheu, a cabeça vai estourar. Hoje eu não suportaria. Preciso parar. Hoje vou cuidar da vida, limpar o aquário e mudar as plantas de lugar.
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