Jornalirismo

Literatura

Diego Martins, jovem de Itapema (Santa Catarina), debuta no Jornalirismo com um poema romântico. O dia é de agonia. A noite é de sofrimento. A distância não afasta o pensamento do ser amado. Que bem protegido ele esteja. E bem-aventurado seja quem se guia pelo amor.

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Mais uma voz importante da periferia ressoa no Jornalirismo. É a de Sacolinha, escritor de Suzano, Grande São Paulo. Autor dos livros “Graduado em Marginalidade” e “85 Letras e um Disparo”, ele compartilha um conto sobre aquele que não mede esforços para alcançar a perfeição. Que perfeição é essa? O que move essa busca?

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As notícias do mundo chegam pelo vento. Dizem que levantaram armas, longe, perto; que tem gente que não achou hoje o que comer. Uma mulher é apenas uma, na multidão, mas possui duas pernas, dois braços e uma boca com um milhão de palavras para dizer. Como essas que ela diz, agora.

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Ele construiu uma muralha depois de tanto ver tristeza derramada nos olhos dela. E se armou de frieza para esconder os sentimentos. Mas hoje a tristeza saiu dos olhos dela e se espalhou por todos os lugares. Inundou a cidade e fez a muralha desabar. A frieza se afogou.

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Germano Gonçalves já fez de tudo: trabalhou como pintor, gráfico, vendedor... Hoje se vira como garçom. Apesar das adversidades, não para de escrever. Com a experiência de quem vive na perifeira há muito tempo, ele observa a desigualdade no mundo sem esquecer que o fim é igual para todos.

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O que se pode aprender com o conflito entre israelenses e palestinos? O professor Silvio Valentin Liorbano está atento. Sabe que, no mundo todo, o homem fala da importância de repassar valores éticos às novas gerações, mas, na prática, mostra uma vocação estúpida de matar. Quem poderá, então, educar os adultos?

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A artista plástica e jornalista Shellah Avellar lembra o aniversário de São Paulo com palavras e cores. A argamassa que sustenta a cidade será feita de sangue e suor, de humana engenharia? São homens ou apenas sombras os que vivem ali, sem saber que precisam tanto de ti? Bem-vinda, Shellah, a casa sempre foi sua.

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Sérgio Vaz arremessa sua poesia com amor e fúria aos 455 anos de São Paulo. Muito além da Paulista, das ruas quase elegantes dos Jardins, tem todo um mundo que pulsa, geme e sonha. A cidade é também das vielas e barracos, onde vivem escritores, cineastas, professores, pedreiros, gente honesta que movimenta a capital, embora com pouco capital.

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Você vai conhecer Júnior, morador do subúrbio, e sua família. Ele é trabalhador. Acontece que o salário é baixo, a família cresce e o dinheiro não chega. Ele trabalha ainda mais, dois empregos, mas o menino cresce e exige mais ainda. Júnior é mais uma personagem da grande história brasileira de desestímulo à honestidade.

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O publicitário e escritor Fernando Cabral percebe a tristeza e a dor de uma morte prestes a se consumar, insuspeitada, inelutável. Como em Clarice Lispector, a humanidade transborda e inunda com ternura e espanto o mundo que o homem observa.

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A publicitária e escritora Clarisse Ingelfritz chega no exato momento em que ele se vai. Pois que se vá. Que leve sua presença para longe dela. Que esse choro, essa desesperação de cama desarrumada não dura uma vida, não. O pranto cessa depois de amanhã.

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