Literatura
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Viver é perigoso, não é? Se você tem a chance de ver e ouvir, corre o perigo de ver o que não quer e ouvir o que não deseja. Viver é um estorvo, mas não há para onde correr. Algo sairá daqui, algo vai surgir em meio a tanta lama jogada na cara e tanto furacão zunindo no ouvido. Apure os sentidos para a primeira participação do poeta Pedro du Bois no Jornalirismo.
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Refém de um sentimento, Solange Pereira Pinto escreve ficção com personagens da vida real: Eloá Cristina, Lindemberg Alves, Nayara Rodrigues. Diante do espanto do mundo, do incompreensível, do hediondo, a literatura e sua força humanizadora buscam o sentido, o consolo, a ressurreição. A palavra vive e faz viver.
Na semana do Saci e das bruxas, Letícia Mendonça estréia no Jornalirismo com um brinde àquela que cintila em noites de escuro aterrador. Aquela que assombra e enfeitiça. Aquela para quem uivam os cães. A musa que sussurra. A soberana que domina a cidade nua.
Quando era pequeno, e tinha um pesadelo, ia direito para o lado direito da cama onde dormiam meus pais. Era o lado onde minha mãe dormia, o direito. E ali, embora desajeitado, desconfortável, quase caindo, encontrava conforto, encontrava novamente paz. Depois cresci, e aquele medo de monstros, vampiros, lobisomens, pobres-diabos se transformou em muitos outros medos, talvez piores. Medo da entrega, medo da dor repetida. Medo de você, que chega não sei como, nem por quê.
Luiz Filho estréia no Jornalirismo com uma pulp fiction para Quentin Tarantino filmar. Um estranho acontecimento envolve um cobrador de dívidas, um judeu usurário, mulheres e até a máfia chinesa. Conterá qual sorte, o biscoito chinês? Cairá o juro, em meio à turbulência internacional? Cuidado com a correspondência que chega à sua casa.
O escritor e apresentador Alessandro Buzo conta a história do “Favela Toma Conta”, que se tornou um dos principais eventos do calendário cultural da periferia de São Paulo. Com apoio de parceiros e muita garra, Buzo reúne grupos musicais e escritores para shows e bate-papos com a população do Itaim Paulista, bairro onde sempre faltou tudo. O “Favela Toma Conta” chegou à 17ª edição.
Havia um sentido de eternidade naquela professora. Suas aulas eram da pá virada: mão na terra, música e poesia. Era a educadora por excelência. O trem da vida passa, e aquela senhora de cabelos brancos e roupa preta que regia o coral no meio do pátio reluz na memória do mestre Silvio Valentin Liorbano.
O projeto “O Autor na Praça”, realizado em São Paulo, lembra neste sábado, dia 18 de outubro, os 70 anos da morte de Lampião. Estarão presentes José Vieira Camelo Filho, o professor Zuza, autor do livro "Lampião, o sertão e sua gente"; e Antônio Amaury Corrêa de Araújo, co-autor de "Lampião e as cabeças cortadas" com Luiz Ruben Bonfim. Os escritores vão autografar ...
O poeta Sérgio Vaz faz uma viagem sentimental à sala de aula da infância. Aquele menino adorava a escola, mas não gostava de estudar. A gente, também. Mal ele sabia que um dia voltaria à escola, na qualidade de aviador. Sérgio agora ensina a decolar, como bom professor. Brevê de poesia, pois palavra é nuvem no papel do céu.
Longe de Fernanda de Aragão inaugurar um novo centro comercial com o inusitado nome acima. Ela quer é distância de gente de pacote. Quando esteve num desses pela última vez, chapou ao se deparar com a mesmice das franjas enloirecidas das barbies chapinhadas. Deu filosofia da Escola de Frankfurt na cabeça.
O escritor Sérgio Vaz acredita em milagre. Mas não em milagre vindo lá de cima, de um Deus que ele nem sabe se de fato existe. Porque milagre é obra que se realiza com as mãos e o sentimento do peito. Foi assim na periferia de São Paulo, com crianças e jovens que inventaram um caminho: os Caminhos Poéticos da Periferia, o livro. Conheça essa obra milagreira.
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