Em artigo publicado nesta quinta-feira, 17 de setembro, no jornal Folha de S.Paulo, intitulado “Como me livro da internet livre?”, o jornalista Clóvis Rossi questiona: “Nada contra a liberação [do uso da internet nas eleições do ano que vem no Brasil], mas agora quero que você me ensine como defender a minha liberdade da liberdade da internet”.
Rossi se dirigia ao jornalista Fernando Rodrigues, também da Folha, árduo defensor da internet livre nas eleições no Brasil.
No artigo, o jornalista reclama da quantidade de e-mails não autorizados (spams) que chegam todos os dias à sua caixa postal eletrônica e também não poupa o que chama de “praga dos blogs”: “Todo blogueiro parece achar que eu não consigo começar o dia (ou terminá-lo) sem ler o seu imperdível blog”.
O jornalista, integrante do Conselho Editorial da Folha, ainda sugere, ironicamente, a incorporação de um artigo à “legislação” e à “Declaração Universal dos Direitos do Homem (e da Mulher)” condenando certas práticas na internet. O artigo, nas palavras de Rossi: “Todo ser humano tem o direito inalienável a escolher ele próprio quais blogs quer ler. Quem impuser seu blog à caixa postal alheia cometerá crime de lesa-humanidade”.
E termina seu texto com um desabafo: “Na campanha eleitoral, tudo isso será multiplicado por mil ou mais. Desse jeito, não vai sobrar tempo para trabalhar. Será esse o preço da liberdade?”.
Leia agora o artigo na íntegra, diretamente no site da Folha de S.Paulo, aqui (para assinantes).
