Propaganda
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O publicitário Marcello Serpa afirma que a propaganda brasileira enfrenta, hoje, “ameaças”. Uma delas é a do poder público, de proibir a propaganda de cerveja, por exemplo. Serpa vê hipocrisia no discurso, já que não existe fiscalização do consumo de bebidas alcoólicas: “Nunca passei por um teste de bafômetro no Brasil”. O diretor de criação da AlmapBBDO defende o direito de as marcas anunciarem seus produtos. Também critica a Coca-Cola, pelo “mecanismo perverso” que criou na Argentina.
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O mundo que a gente quer também depende das histórias e dos comerciais que a gente conta e cria. É com o objetivo de colocar um novo conteúdo na mídia que a instituição Imagem e Vozes da Esperança vem trabalhando. Sua fundadora, a jornalista norte-americana Judy Rodgers, falou ao público da 22ª Semana Internacional da Criação Publicitária. Criador de comerciais famosos para a grife de artigos esportivos Nike, Mike Byrne, o outro palestrante, defendeu que as marcas sejam veículos de esperança para as pessoas.
O diretor geral de criação da Ogilvy Chile, César Agost Carreño, diz que noventa por cento da propaganda mundial é muito ruim. Para ele, parte do problema se deve à falta de diversão na comunicação. Carreño defendeu, também, na 22ª Semana Internacional da Criação Publicitária, que as marcas expressem sua preocupação com os problemas do mundo.
Nizan Guanaes cobrou, na 22ª Semana Internacional da Criação Publicitária, compromisso do mercado brasileiro com a “relevância econômica”. Para ele, os publicitários continuam “displicentes” com dinheiro e que é preciso provar que sabem ser bons compradores, também. Prestes a completar 50 anos, Nizan disse ter despertado o mercado, que dormia, e preferido o papel de “empreendedor novo” ao de “criativo velho”. A palestra internacional foi com o designer Brian Collins.
O primeiro dia de palestras da 22ª Semana Internacional da Criação Publicitária, em São Paulo, colocou sucesso e fracasso lado a lado, como par necessário. Michael Simons, diretor de criação da DraftFCB Austrália, Ásia e Pacífico, pediu coragem a publicitários e anunciantes: “Não podemos chegar ao sucesso evitando o fracasso”.
Ele criou uma das campanhas publicitárias mais populares da história recente, o “Experimenta”, para a Nova Schin. Conquistou prêmios em festivais, Leões em Cannes, mas sabe o valor que o voto do povo tem: “É muito mais difícil fazer uma campanha popular”. Em entrevista, Átila Francucci também diz que, no mercado de cerveja, “a única arena em que o jogo é transparente chama-se mídia”.
Começa neste dia 14, em São Paulo, a 22ª Semana Internacional da Criação Publicitária. São cinco dias para compartilhar e discutir, com convidados internacionais, os rumos da criação no Brasil e no mundo. Do time nacional, os destaques são os publicitários Marcello Serpa, da AlmapBBDO, e Nizan Guanaes, da Africa.
Na era da tecnologia, estamos hiperconectados, mas, ao mesmo tempo, muito calados. As mil possibilidades para a gente se relacionar melhor ainda não destravaram o diálogo. Esther Gonçalves chama a atenção para a responsabilidade das empresas nesse cenário. Diga a ela: uma outra comunicação é possível? Com menos pirotecnia e mais compromisso?
O CCPR (Clube de Criação do Paraná) realiza na quinta-feira, 3 de abril, a partir das 21 horas, mais um WorkChopp, em Curitiba. Os destaques desta edição são Laerte Agnelli (diretor de arte) e Hans Dammann (redator).Laerte e Hans são publicitários de destaque na história da propaganda brasileira, com passagens pela Alcântara Machado Propaganda, no início da década de sessenta. Foi quando, sob o comando de Alex Per...
Roberto Duailibi, da DPZ, acredita que a propaganda tenha uma “missão”: esclarecer as pessoas e integrá-las culturalmente. Entretanto observa grandes marcas desrespeitarem diariamente seu público, adeptas do vício de agredir o consumidor e tratá-lo como burro. O D da DPZ, agência que comemora 40 anos em 2008, também fala da sua paixão pelas frases e da alegria que é o ato de comprar e de vender.
O vice-presidente executivo da Fenapro (Federação Nacional das Agências de Propaganda), Humberto Alves Mendes, se posiciona contra a veiculação recente de campanhas que retratam a mulher como objeto. Para ele, certas campanhas de cervejas, como as da Caracu e da Skol, são “verdadeiras atrocidades” e levam a imagem da propaganda “para o ralo”.
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